quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O poder da mídia pode ser perigoso?




Como podemos ver no vídeo acima, a má recepção de outros países com relação ao povo brasileiro e a outros povos do chamado terceiro mundo, vém se tornando cada vez mais constante. O professor catarinense de jiu-jitsu Nilson Pereira, 27 anos, é um exemplo disso. No dia 28 de janeiro ele foi barrado pelas autoridades da Espanha quando fazia escala no aeroporto de Barajas, em Madri, seu destino era Portugal, onde participaria de um campeonato. Disputa a qual ele não pode participar, pois foi deportado ao Brasil por autoridades espanholas com a desculpa de que não possuía todos os documentos necessários.
Ele ficou retido com dois lutadores brasileiros de Minas Gerais e com outras 22 pessoas em uma sala de 6 metros quadrados do aeroporto. Na sala o lutador dividiu espaço com paraguaios, colombianos, americanos e franceses que aguardavam sentados no chão o retorno aos seus países.
Situação semelhante aconteceu com a pós-graduada em física pela Universidade de São Paulo Patrícia Camargo Magalhães, 23. A caminho de um congresso científico em Portugal, ela deveria fazer uma conexão na Espanha, na manhã do 09 de fevereiro de 2008. Ela acabou ficando dois dias presa no aeroporto de Madri. A justificativa para a deportação da jovem ao Brasil era a mesma de sempre, a falta de documentos necessários à entrada no país, documentos esses que não foram especificados na carta de expulsão.
Os brasileiros já ouviram inúmeras vezes relatos de brasileiros mal recebidos no exterior. As justificativas por parte dos países vão desde a falta de documentação necessária até a falta de dinheiro necessário para se manter no país e mesmo preconceito racial. Há relatos de vários negros que pensam que a justificativa para ser barrado em outro país possa ser sua cor, como é o caso do vídeo acima.
A imprensa constantemente divulga relatos semelhantes, parece que estão tão acostumados a relatar a difícil situação de brasileiros ao serem barrados no exterior, que ficou automático falar sobre o assunto, parece que a inocência do brasileiro é tão clara e a sua situação de vítima tão gritante que não é mais necessário apurar, descobrir os dois lados do fato. Chega a me parecer que foi essa crença na situação de vítima dos brasileiros que levou a TV GLOBO a cometer tal "barriga" no caso Paula Oliveira.
A imprensa não é feita de crenças e sim de fatos, o objeto de trabalho do jornalismo é a informação e se a mesma não for de qualidade, não for confiável, esgota-se aí o dever do comunicador, pois com tais barrigas é que ele trai o objetivo do seu trabalho, ele trai a ética não só de sua profissão, mas a ética do mundo, que é a verdade.
A TV GLOBO não é a primeira a cometer a chamada “barriga”. Em 1983 a revista Veja em sua 27 edição de abril, protagonizou uma das maiores “barrigas” da imprensa brasileira, foi o caso ”BOIMATE”. Derivado da carne do boi e do tomate, seria a mais nova sensação a criação da junção de células animais com células vegetais e a criação de algo que ao ser colhido seria como um filé ao molho de tomate, algo inovador.
Tudo começou com uma brincadeira – já tradicional – da revista inglesa New Science que, a propósito do dia 1º de abril, dia da mentira, inventou e fez circular esta matéria.
É até difícil de se imaginar como uma revista séria pode cair em uma história tão estilo “A fantástica fábrica de chocolate”, quem seria Willy Wonka?
A descoberta do engano foi feita pelo jornal O Estado de S. Paulo que, após esperar inutilmente pelo desmentido, resolveu ele mesmo desmentir o fato no dia 26 de junho.
Outra conhecida história de “foras” da mídia é “O caso escola base”, onde em março de 1994, vários órgãos da imprensa publicaram uma série reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, todas alunas da Escola Base, localizada no bairro da Aclimação, em São Paulo. A mídia acusou os envolvidos e não procurou ouvir o outro lado da história. Os acusados sofreram ameaças e tiveram que fugir para não serem linchados, já que a história causou imensa comoção das pessoas. No final das contas não se provou a existência do crime e a mídia se tornou personagem da história, pois foi a maior alimentadora dos fatos.
Realmente a imprensa brasileira comete muitos erros. Esses erros não devem ser justificados por patriotismo, dead lines, nem mesmo pela tentativa de furos. Esses profissionais devem trabalhar pautados na ética e nas conseqüências dessas “barrigas”, nosso país pode até se envolver em uma briga diplomática, desde que seja por motivos justos, e não porque uma TV quis dar um “furo” e acabou dando uma “mancada”.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quem leva?

As eleições municipais em Belo Horizonte tomaram um caminho que por muitos era inesperado, pesquisas apontavam para uma vitória gloriosa de Márcio Lacerda (PSB) logo no primeiro turno, ou pelo menos um segundo turno com uma larga diferença entre o candidato da Aliança e o segundo colocado.
A diferença de pouco mais de 2% entre Márcio Lacerda e Leonardo Quintão (PMDB) foi uma surpresa para a imprensa, para a mídia e até mesmo para o governador Aécio Neves e o prefeito Fernando Pimentel. Os governantes chegaram a declarar não esperar tal resultado.
Iniciou-se a reta do segundo turno, a corrida pelas alianças e pelo voto de um eleitorado que não teve seu candidato eleito e agora terá que fazer outra opção.
O momento também é decisivo para manter os votos conquistados no primeiro turno, evitando deslizes nos discursos com conflitos de promessas e informações e consequentemente a possível perda desses votos.
A propaganda eleitoral gratuita teve início nessa segunda-feira, dia 13 de outubro e cada candidato terá direito a nove minutos para conquistar a confiança do eleitor.
O PCdoB, partido da deputada federal Jô Moraes, terceira colocada, no primeiro turno, optou por apoiar o candidato Leonardo Quintão. Essa decisão também foi adotada por parte do PT que foi contrária a Aliança.
Dois candidatos, duas opções, duas personalidades totalmente diferentes, a do candidato tímido, quieto, sério e “piscador”, que faz questão de salientar o apoio das duas maiores figuras do estado e a do mineirinho, que afirma que “qué cuidá de gente”, e tenta ao máximo se aproximar do eleitor usando o jeitinho mineiro.
É momento de decisão e hora para eles mostrarem a que vieram. Acredito que a sociedade belorizontina está insegura e confusa. O que é mostrado é que caso Lacerda vença tudo ficará igual, mas e si o vencedor for Quintão?
Penso que o primeiro turno foi uma grande amostra de que parte da população de Belo Horizonte espera mudanças e está disposta a arriscar.
Já que se falou tanto em abelha no primeiro turno, espero que a escolha pela mudança, pelo novo, não nos deixe com uma abelha na orelha por quatro anos. Se isso acontecer a abelha terá sotaque mineiro, já que acredito que Quintão terá a vantagem. Creio que a população simpatizou com o jeitinho e com as propostas do candidato do PMDB, por isso espero que dê certo, pois apesar de depositar um voto de confiança no candidato, não será fácil a possibilidade de uma decepção futura com um candidato que hoje diz, “Dá pra fazê gente!”, dizendo daqui a algum tempo, “Calma que dá gente” e futuramente na tentativa de reeleição, “Num deu mais vais dá gente, pode confiá”.















segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Festejar ou não a formatura - Eis a questão


Depois de quatro ou cinco anos em um curso universitário, o sonho da maioria dos estudantes é a colação de grau acompanhado de uma cerimônia religiosa e para fechar com chave de ouro, um maravilhoso baile de gala.
Esse é o caso da estudante de jornalismo Zenilde Cardoso que aos 25 anos e no 7° período do curso, espera terminar sua graduação em grande estilo.
Já o estudante, também de jornalismo, Thiago Lopes de 22 anos, é um exemplo de quase-formando que vai pela contramão da maioria dos universitários. Ele diz não se interessar por festas de formatura.
Mas o universitário não pensou sempre assim, ele diz que já teve vontade de comemorar seu encerramento de curso com tudo que ele tem direito, porém alguns contratempos fizeram com que ele mudasse de idéia.
Thiago viu sua turma se desorganizar como comissão de formatura, os valores a serem pagos eram incompatíveis com suas condições financeiras naquele momento e para completar, ele precisou trancar a faculdade.
Ao retornar, o aspirante a jornalista desanimou-se ainda mais por não estar estudando em sua turma de origem.
O estudante de Direito, Nathan Buzzato de 21 anos cursa o 7° período de direito e compartilha o mesmo pensamento de Thiago Lopes. Nathan é firme ao dizer que uma festa de formatura tradicional com toda pompa que se costuma ver fica muito cara. Ele também garante não gostar de festas.
Segundo o estudante de direito, sua opção para festejar o fechamento de sua graduação será algo informal. “Quem sabe um churrasco para a família e os amigos.”, completa Nathan. Numa coisa todos concordam, comemorando ou não, o importante é que terão mais que festas e diplomas para guardarem de recordação, eles terão anos de convivência com seus parceiros de curso e logicamente, terão o que foram procurar: aprendizado, cultura e todas as particularidades que cada curso pode oferecer.

Leia também...
O sonho acabou
Colação de grau: uma cerimônia milenar
O sonho custa caro
Formatura alternativa
Baile de formatura

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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

PROJETO EXPERIMENTAL "O DILEMA"








A estudante do 7° período de jornalismo Nadia Gonçalves, de 26 anos, afirmou ter escolhido o curso porque adora ler e escrever. Ela disse que essa escolha ajudou a melhorar sua comunicação e diminuir sua timidez.
Nadia passa por um momento considerado o terror de muitos estudantes, a preparação do trabalho de encerramento de curso, o projeto experimental.
A estudante pretende fazer um documentário sobre prostituição. Segundo ela, essa é uma forma de mostrar para a sociedade o mundo das garotas de programa. Ela quer fazer isso sem usar estereótipos, deixando que a própria sociedade tire suas conclusões, para isso ela sabe que será necessário muito esforço. “Quero lutar ao máximo para o trabalho ter um bom resultado, mas sei que não será fácil”, completou Nadia.
A aspirante a jornalista disse que a idéia surgiu por curiosidade, já que segundo ela, o ser humano é o bicho mais louco do mundo.
Indagada sobre as barreiras a serem enfrentadas no projeto experimental, ela respondeu com muita firmeza que será a falta de tempo.
Mesmo descrente do mercado, a estudante tem o sonho de trabalhar em uma rádio. “Acredito no poder da comunicação”, afirma Nadia.
A estudante que quer ser radialista, escrever crônicas e artigos para revistas, vai agora deixar seus sonhos e pretensões descansarem um pouco para manter os pés no chão. Ela quer se dedicar ao máximo para realizar seu trabalho da melhor forma possível e como ela mesmo disse, “Mostrar para a sociedade, o mundo das garotas de programa.”